quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Estrelas e Teu Corpo




Turbilhão na cabeça, idéias mil.
Escrever sobre você é como falar, sobre as chuvas de Abril.
Sua voz serena e seu jeito levado de ser.
Engraçado sentir saudades de uma pessoa que acabei de conhecer
Pessoa engraçada e otimista, suas crises de ciúmes apenas me atiçam.
Olhos profundos, cabeça feita.
Nossos corpos entrelaçados sob a vigia das estrelas
Juras de amor deitados na grama.
Quero ter você não apenas por um programa.
Ter você nos meus dias de alegria ou quando acordo irritado
Pra ouvir você disser que esta comigo independente do meu estado.
Versos esperançosos esses que componho
Meus dedos digitam sozinhos, eu nem os comandos.
Tento desviar minha mente pra outra direção
Mas ela freia, forçando-me a fazer este então.
Demônio dos meus sonhos Anjo do prazer
Quero ter você até o dia anoitecer.
E quando isso acontecer, pode deixar sei muito bem o que fazer.
Cama aquecida, e um bom vinho, um jazz ao fundo, eu tenho certeza que será inesquecível.
Vou deixar a imaginação fluir
E meu corpo reagir.
Delírios de amor com lençóis embolados
A Lua registra tudo nos deixando mais motivados.
Nossos corpos se aceleram, e ficam suados.
Molhados com o prazer, os músculos se contraem
Chegou à hora.
E quando terminar, nós vamos relaxar, e mais jazz, de onde vem não sei.
Abraçando um ao outro.
E o sereno molhando nossos rostos.
E hora de ir, mais uma vez o relógio foi lembrado.
Inferno de realidade que sempre faz meu sonho se destroçado.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Sombra de um dia Ideal


Amanheceu em domingo.
Os raios solares invadem o quarto da pousada e penetram sutilmente em minha pele.
Abro meus olhos e lhe vejo do meu lado.
Sem preocupações, dormindo sem se lembrar que existe hora, hoje será apenas NÓS.
As árvores se mexem com o vento fazendo sombra em meu rosto
O cheiro do café forte começa a invadir minha consciência.
Acordo-lhe com um beijo, nos olhamos e sorrimos.
Juntos, como se tivéssemos ensaiado horas.
Olhamos pela janela e temos um lindo jardim a nossa frente.
Sua mão em meus ombros me abraçando, pássaros cantando. Quente!
Olhamos-nos, nos beijamos loucamente. Quente!
Voltamos pra cama de pressa. Quente!
Sua mão em minha coxa. Quente!
Puxões leves de cabelo. Quente!
Promessas de amor, roupas ao chão. Quente!
Chama dentro de mim, olhos impetuosos. Quente!
Mãos firmes. Quente!
Pés tensões. Quente!
Cabeça girando. Quente!
Gemido...
Olhamos-nos e caímos em gargalhada e temos a certeza que queremos um ao outro por toda vida.

Aurora de um novo Tempo




Destino?!
Como pode roubar-me assim o juízo?
Flor delicada, momentos preciosos.
Que o relógio faz questão de estragar
Meu peito palpitando ao seu lado
Penso que vou engasgar
Engasgar de alegria, de fortes emoções.

Não sei se estou pronto pra viver isso novamente.
Mas a vida me ensinou veemente a arriscar-me.
Descobri que o Sol não nasce se a lua não sair do seu caminho.
E que outra vida não se entrelaça a sua se você não se livrar de mágoas passadas.

Percebi que passamos tempo demais chorando ao invés de sorrir.
Tempo demais brigando ao invés de amar
Tempo demais triste ao invés de ser feliz.
Ver o Sol nascer, ver o Sol se Por, numa tarde de muito amor e pouco calor.

Fazer planos para o futuro.
Ver as árvores florescerem numa certa estação
Caminhar descalços pela praia e tomar banho de chuva.

Ver o júbilo das pessoas no ano novo.
Viajar pra uma pousada fria e aconchegante.
Está do seu lado e ter o amor como companheiro é o mais relevante.
Pescarmos, andarmos de bicicleta, piqueniques, deitarmos na grama.
Coisas simples que o mundo nos proporciona e esquecemos de fazer.

Quando estou do seu lado, sou Aurora de um dia no seu maior esplendor.
Falas ao pé do ouvido, corpos próximos, aguardando juntos em prontidão o inverno chegar.
Está com você é tão bom, que faz minha mão transpirar.
Está com você é tão bom que gostaria de ter o dom de fazer o tempo parar.

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terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Dia De Fênix



Toca o celular, abro os olhos.
Me encontro tacado na cama, jogado meio aos lençóis.
Olho a minha volta e tenho a certeza de que vai ser mais um dia daqueles.
E mais celular.
Levanto a atender. O número eu não conheço.
Encabulado então despejo: “Alô”
Do outro lado da linha uma voz tímida, porém decidida.
“Sou eu, estou ligando pra lhe desejar um bom dia”.
Meus olhos tenebrosos, sumiram, dando ligar a sorrisos Majestosos.
Troca de carinhos, palavras macias.
Você tem o poder de fazer-me sentir forte.
E a sua voz tem uma boa pitada de malicia.
Instantaneamente me sinto bem, bem com a vida, de bem comigo.
Saio do meu quarto e me sinto renovado, com meu humor ampliado.
Coisa estranha essa que estou sentindo.
Já não sentia esse sentimento a tanto tempo que achei que já tivesse se extinto.
Renovação. Você sem saber está me trazendo à vida novamente.
Francamente, isso é tão condescendente.
Até um pouco indulgente.
Sinto-me como uma fênix renascendo das cinzas.
Na memória, a lembrança do seu beijo, sempre ativa.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Gírias em Quatro Rodas


Verdade nos olhos, confusão na cabeça.
Trunfo sábio postar-se com gírias e fazer-me caretas
Ser sabido, Ser levado, teus braços envolventes são um verdadeiro pecado.
Cabeça roda, e vem o medo, medo de amar, medo de viver.
Erro que não posso cometer.
Na mente viajo em pensamentos, nos imagino em um lugar.
Cama quente, um bom champanhe e morangos.
Mas a realidade vem e nos vemos em quatro rodas.
Vidro suado, beijo molhado, abraços fortes...
Toca o celular... Quem é?
Perigo de sermos vistos, olho pra um lado, me perco na vigia...
São seus dentes que se encontra com minha pele macia...
Olhamos o relógio e é hora de dizer até logo...
Tenho que lutar contra a vontade, pra resistir aos teus esforços.
Missão cumprida. Hora de dormir.
Nos sonhos, a vontade louca de te ter perto de mim.

domingo, 25 de janeiro de 2009

Folhas Secas


Como falar de uma farsa que me fez acreditar ser amor?

Depois que nos vimos, que os olhares se cruzaram e os nossos corpos entraram numa sincronia frenética, eu tinha certeza de que esse frio na barriga e o zumbido no ouvido não seriam em vão...

Tudo poderia ter sido diferente se ao menos um pouco de atenção tivesse sido despejada numa banheira com pétalas de rosas posta à você.

Rastejei-me como um nada, pra vê se me via... Chamei seu nome a noite e você nom estava... Mas ainda sim a visão do seu corpo perfeito e a sua mão em minhas costas no meio do sereno não saia da minha mente, e mais suplicas por amor, beijos e abraços.

Depois de tudo o vento sopra e consigo forças pra me afastar de você... Amor inacabado, paixão má resolvida. A ampulheta é posta ao contrário, as areias caem e me encontro mais uma vez a sua frente. Gêneses... Nossos olhos se cruzam, mas já não é a mesma coisa, frio na barriga, zumbidos no ouvido... Passam pelo meu corpo, mas já não os reconheço. Está na hora do fim. Ponto. Fim da história que nem começou direito... Forçar-me a ficar feliz e não lhe procurar em outras pessoas é a minha missão que assumo de hoje em diante, os milagrosos ponteiros do relógio se apressam a andar, passando casa por casa, e em cada casa uma vida, um carinho, uma atenção. Tudo que você não foi capaz de me dar, e como passos numa areia do deserto quando corre vento... Você desaparece da minha vida. A queda que você me provocou feriu-me o peito fazendo-me sangrar, mas me encontro firme a não desperdiçar lágrimas verdadeiras com uma pessoa que só me fez humilhar e implorar como um cão por carinho.

A vida gira e a melodia de ressurreição, da morte que você me provocou já começou a tocar, e me encontro de pé em cima de folhas secas caídas no chão de uma árvore não produtiva que secou na estação passada. Você!